domingo, 21 de fevereiro de 2010
Não
sábado, 16 de janeiro de 2010
Veludo e Paz
domingo, 10 de janeiro de 2010
Onde estás?
Esperei em vão. Por ti. Onde estás? Que vida é essa que é tão pequena em ti? Perdes os dias, perdes o tempo e o amor. Perdes-me a mim. E eu paro na vida e espero. Espero por ti. Até um dia, que eu acreditei ser para sempre, mas não foi.
E tu não vens. Tento acordar para mim, tão esquecida do que sou, perdida do que quero ser. Mal me conheço já. À força de querer chegar perto de ti, fui-me afastando de mim e agora encontro-me longe de mim e sem saber de ti. Onde estás?
A mágoa espalha-se, sorrateira, chega e não desiste. Pouco a pouco toma conta do tempo e pinta o sentir com cores diluentes que tudo apagam, menos a dor. Tudo escurece, até o mar sob uma lua cheia tornada de repente lua nova.
Olho para ti, adivinho os teus olhos, a tua boca, as tuas mãos, mas a mágoa não deixa que te veja. Tento ainda arrancá-la de mim para te ver, mas não consigo.
Perdi-me de ti, perdi-me de mim, morreu a esperança. Ficou a mágoa e o silêncio em mim. Onde estás?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mil cores
sábado, 19 de dezembro de 2009
Será?
O que farás então? Será que me verás na face de outra mulher e pensarás mil vezes em sobressalto que me encontras entre a multidão? Será que gritarás o meu nome por engano sem saberes? Será?
Ou será que deixarás de me lembrar muito antes de me esqueceres, apagando cada momento nosso um a um, para negares que me tiveste e que, sem querer, me deixaste partir, sem sequer saberes porquê… e depois, nesse dia, farás o quê?
domingo, 6 de dezembro de 2009
Gaivota ao pôr-do-sol
Fico por vezes suspensa… entre o ser e o estar, entre o sentir e o esquecer, entre o sonho e o desencanto, algures num espaço infinito, onde apenas consigo pairar, esboçar gestos, aflorar sensações, respirar apenas, esquecer ambições, como as gaivotas abrir as minhas asas e encher os meus olhos de mar e colorir o meu mundo com as cores de um pôr-do-sol de despedida.
Entre os meus voos de mar vejo em sonhos a onda maior que teima em passar e varrer o meu mundo. Lembro-me de pensar que é altura de existir apenas, sem lutar, respirar baixinho, vendo os dias passar apenas, suspensa, talvez iluda a tristeza que só nos chega quando perdemos a capacidade de sonhar e de esperar por nós.
E assim entre o ser e o não ser, entre o sentir e o esquecer, um carinho teu é o que me faz regressar à vida, pousar os pés de novo na areia, enfrentar a onda maior e salvar o meu mundo.
E estejas perto ou longe de mim, ambos sabemos bem, que isto de ser ou de haver alguém que nos faz seus, não é decisão que nos caiba a nós tomar. É tão só apenas o que nos faz regressar e acreditar que por maior que o voo seja, haverá sempre alguém com um carinho à nossa espera.
sábado, 21 de novembro de 2009
Onde?
Aqueles que desperdiçámos porque não soubemos retribuir, aqueles que quisemos mas nos foram negados, todos os amores do mundo, que bom seria poder guardá-los sem os matar nem deixar apodrecer sob a capa doutros sentimentos menores, negativos ou mesmo destrutivos para quem os não pode viver.
Melhor seria poder lançá-los no universo, deixá-los percorrer a Via Láctea, pura energia transformada em cauda de cometa esplendorosa que todos vissem e a todos maravilhasse. Num universo em expansão quantos amores não caberiam? E assim todos os suspiros, sonhos ou devaneios permaneceriam para sempre, intocáveis, puros, guardados para quem os não pode viver e nem uma gota de felicidade se perderia nas marés-vivas da vida.
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