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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Obrigada, Amigo!

Morrer é partir e deixar memórias órfãs por não poderem mais ser partilhadas com quem as criou e as ofereceu aos que ficam sozinhos para as recordar.
Guardo comigo a aprendizagem, a gratidão e o carinho para continuar a descoberta da vida em novas partilhas e em memórias que assim se perpetuam, pois ninguém morre verdadeiramente enquanto houver alguém para o recordar…

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O tal "talento" muito pequenino e muito escondido!












A pedido da S* (e vejam isto como um acto de coragem, por favor!) mostro dois quadros pintados por mim em acrílico numa altura em que me apetecia pintar flores

domingo, 11 de outubro de 2009

Um selinho lindo!

E eis que recebi um selo liiiindo do nosso amigo Swadharma, OBRIGADA! do blog
http://a-place-like-home.blogspot.com/
e as regras para merecer este selo são as seguintes:
1. Postar o link de quem indicou
2. Postar o selo
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos, e que são:
http://zoologico.blogspot.com/
http://chuvadelivros.blogspot.com/
http://florestadasleituras.blogspot.com/
http://lenfanterriblelx.blogspot.com/
http://asminhaspequenascoisas.blogspot.com/
4. Responder às seguintes perguntas (eu vou responder, mas como não gosto muito de impor regras, os 5 blogs por mim escolhidos são livres de fazerem o oue bem entenderem)
* Mania: Mexer no cabelo
* Pecado capital: Arranjar sempre maneira de "levar a minha" avante
* Melhor cheiro do mundo: O mar
* Se o dinheiro não fosse problema: Vivia feliz numa cabana à beira-mar
* História de infância: As refeições eram um martírio, detestava comer, em compensação agora adoro e como muito e tudo o que me apetece, sem nunca passar dos meus 50 Kgs
* Habilidade como dona de casa: Cozinhar (claro!) e improvisar na cozinha
* O que não gosto de fazer em casa: Passar a ferro (brrrr!)
* Frase preferida: Muitas, mas a minha preferida no momento é: "A vida é demasiado preciosa para ser vivida num mundo desencantado", Mia Couto
* Passeio para o corpo: Uma praia em Bali
* Passeio para a alma: Oriente (Índia, Malásia, Vietnam, Bangladesh,por aí...)
* O que me irrita: A preguiça e a acomodação das pessoas que atribuem tudo negativo ao "azar"
* Frases ou palavras que uso muito: Obrigada, troll, caramba
* Palavrão mais usado: Se calhar sou "snob" mas não uso, odeio palavrões
* Vou aos arames quando: Não acreditam em mim
* Talento oculto: Desenhar, pintar
* Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: Piercings (brrr!)
* Queria ter nascido a saber: Medicina


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mail a uma amiga

O que acontece é que quando nos "apaixonamos" caímos na estupidez de nos esquecermos de nós e de como somos... e tendemos a compensar a falta que nos fazemos a nós próprios com o que queremos/esperamos do outro. Isso nunca resulta, mas, por vezes, esquecemo-nos disso.
Nós temos de nos manter como somos e temos de continuar a sê-lo sempre, senão “descompensamos”, ficamos infelizes porque o outro nunca vai ser exactamente como nós queremos, não vai dizer sempre o que queremos ouvir, não vai fazer sempre o que queremos... e isso vai (estupidamente) fazer-nos infelizes e insatisfeitas...
Se não te "desviares" de ti e tentares apenas pôr o outro ao teu lado (não no teu lugar, nem tu no dele) é só uma questão de veres se ele te acompanha ou não, podes até abrandar o passo para que ele consiga estar lá, ou podes acelerar para tentares acompanhá-lo, mas não deves nunca desviar-te do teu caminho. Se ele não conseguir (ou não quiser) acompanhar-te é porque não é "companheiro" para a tua "viagem".
É isto que eu penso e apesar de cair inúmeras vezes no mesmo erro, só quando me sinto terrivelmente infeliz é que consigo voltar a mim e... com ou sem "companheiro de viagem", acredita que me sinto muito mais feliz quando isso acontece, porque em vez de tentar "tirar" a felicidade apenas de uma pessoa, ganho a capacidade de a retirar de todas as pequeninas coisas que me rodeiam. E isso é a verdadeira felicidade. E apesar do amor supostamente nos fazer felizes, tenho de concordar com o final do livro “Marés de Inverno” quando o Vasco diz que "o amor é a prisão do espírito. para ser livre não podia amar". É isso.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amigos

Encontrámo-nos todos, ou melhor, quase todos. Os “amigos da Ericeira”, alguns amigos de há anos, outros, amigos que continuam a ser de todos os dias…
Éramos muitos, cada vez mais, porque um amigo trazia quase sempre outro amigo e esse novo amigo, por vezes, ficava connosco.
De segunda a sexta-feira a nossa vida não era nossa. Era um papel que desempenhávamos, à espera de sexta à noite… quando começávamos a chegar… uns após os outros.
E conversávamos, dançávamos, namorávamos… No outro dia havia a praia e o mar à nossa espera. E os jantares… em casa de uns ou de outros, quantas vezes éramos 15 ou 20, cabia sempre mais um. E as festas, quantas festas por tudo e por nada… e sempre o mar e a praia…
Chegou mais tarde a altura em que começámos a casar, a ter filhos, a viver outras vidas. Vidas que tomaram novos rumos. Nem sempre próximos. Alguns foram embora para sempre. Outros permaneceram unidos.
Agora, alguns anos mais tarde, tentámos encontrar-nos todos. Muitos vieram. Uns ainda casados, acrescentaram mais alguém ao nosso grupo, outros já se separaram, e outros ainda estarão em vias de o fazer…
Alguns de nós não se encontravam há anos, outros continuaram a encontrar-se sempre. Mas neste dia em que quase todos “regressámos a casa”, o tempo parou… como se fosse ainda o mesmo daqueles dias em que a Ericeira era “quase” só nossa.
Foi bom rever-vos amigos de tantos anos, amigos de sempre! Voltem sempre! O mar continua o mesmo!...

domingo, 7 de junho de 2009

Ensinar a ser maior...!

Subitamente, por entre o som dos telefones, dos cut-off time, das Target II, dos basis points, spreads e escalas de juros, surgiu um novo tema que veio suavizar os picos do nosso dia-a-dia. Tal como uma vaga de praia-mar alisa a areia revolta, assim uma vaga maior nos veio mobilizar a todos, pendentes de uma revelação, da formalização de um processo que há anos aguarda a sua concretização. Vai ser agora. Finalmente.
A família de uma colega que antes de mais é uma Amiga vai crescer, não por força do amor aliado ao nosso instinto mais primário de sobrevivência da espécie que através do nosso ADN nos impele a ter filhos, mas por força apenas do amor. “Apenas” por força do amor. Sempre, sempre a força maior…
Esse amor que nos sobrepõe a nós próprios na ânsia de dar, de partilhar, de fazer alguém feliz. De contribuir para acomodar outros seres, no seu início de vida, nas nossas vidas. De ensinar a alguém a beleza do mundo, para além da beleza que existe em cada um de nós, seres vivos, que por um acaso partilhamos este planeta e este tempo.
São dois seres, duas meninas, irmãs, de 4 e 5 anos apenas. Em vésperas de serem adoptadas pelo coração imenso de uma família, que espera esta oportunidade há anos e anos. Sem perder a esperança. Sempre à espera. Com um amor imenso, pronto, sempre a crescer, à espera apenas de ser partilhado…
Vidas que agora vão mudar. As de quem as recebe e as delas, certamente ainda muito mais. Vão ter a surpresa de descobrir que alguém as ama, incondicionalmente, não por serem parecidas com o pai, com a mãe ou com o avô… mas sim porque são dois seres lindos, a quem alguém deu o primeiro impulso de vida, mas que não as pode acompanhar na descoberta dessa vida.
E essa é a tarefa que cabe aos pais: estar presente, ensinar a descobrir, acompanhar na descoberta, ajudar nos momentos piores, celebrar os melhores, enxugar lágrimas, sarar feridas, ensinar a escolher a beleza e a felicidade, a ter coragem e não desistir, a seguir sempre em frente... Ensinar a ser maior!
Do modo como esse amor é dado, assim se formam vidas. Que se espalham por outras vidas. Que tocam quem está ao lado e vê crescer esse amor a cada dia que passa.
Obrigada Tina e Quim por me deixarem participar neste projecto de amor!
Parabéns pela vossa força !!!