domingo, 11 de outubro de 2009

Um selinho lindo!

E eis que recebi um selo liiiindo do nosso amigo Swadharma, OBRIGADA! do blog
http://a-place-like-home.blogspot.com/
e as regras para merecer este selo são as seguintes:
1. Postar o link de quem indicou
2. Postar o selo
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos, e que são:
http://zoologico.blogspot.com/
http://chuvadelivros.blogspot.com/
http://florestadasleituras.blogspot.com/
http://lenfanterriblelx.blogspot.com/
http://asminhaspequenascoisas.blogspot.com/
4. Responder às seguintes perguntas (eu vou responder, mas como não gosto muito de impor regras, os 5 blogs por mim escolhidos são livres de fazerem o oue bem entenderem)
* Mania: Mexer no cabelo
* Pecado capital: Arranjar sempre maneira de "levar a minha" avante
* Melhor cheiro do mundo: O mar
* Se o dinheiro não fosse problema: Vivia feliz numa cabana à beira-mar
* História de infância: As refeições eram um martírio, detestava comer, em compensação agora adoro e como muito e tudo o que me apetece, sem nunca passar dos meus 50 Kgs
* Habilidade como dona de casa: Cozinhar (claro!) e improvisar na cozinha
* O que não gosto de fazer em casa: Passar a ferro (brrrr!)
* Frase preferida: Muitas, mas a minha preferida no momento é: "A vida é demasiado preciosa para ser vivida num mundo desencantado", Mia Couto
* Passeio para o corpo: Uma praia em Bali
* Passeio para a alma: Oriente (Índia, Malásia, Vietnam, Bangladesh,por aí...)
* O que me irrita: A preguiça e a acomodação das pessoas que atribuem tudo negativo ao "azar"
* Frases ou palavras que uso muito: Obrigada, troll, caramba
* Palavrão mais usado: Se calhar sou "snob" mas não uso, odeio palavrões
* Vou aos arames quando: Não acreditam em mim
* Talento oculto: Desenhar, pintar
* Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: Piercings (brrr!)
* Queria ter nascido a saber: Medicina


sábado, 10 de outubro de 2009

Amar-te é...

Amar-te é ter-te em mim
É sentir-te sem te ter
É ter-te sem te tocar
Adivinhar-te sem te ver
É esquecer o passado
Ignorar o futuro
E viver o presente intensamente
Deixar fluir, respirar, viver, sonhar
Mergulhar no teu azul
Perder-me sem regresso
Nem vontade de voltar
Seguir sempre em frente alegremente
Como se de mim apenas dependesse o amanhã
E tudo ficasse suspenso em teu redor
Amar-te é viver apenas
É ser tu sem deixar de ser eu
Sem saber qual dos dois eu sou afinal

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Agora

Agora que o silêncio das palavras acabadas tem a vastidão do mar em calmaria
Agora que as ondas se perdem em areais vastos e macios
Esquecidas das rochas duras que antes as desfaziam
Agora que, às escondidas da lua, as estrelas trocam brilhos
E que o azul e a luz se completam em harmonia
Poderei por fim partir de ti em paz
Sabendo que o mar apagará todos os meus traços
E que de mim não ficará em ti qualquer sinal

Fui brisa que te abraçou sem tu sentires
Fui farol, âncora, chão e mar sem que me visses
Criança, colo, ternura e amor
Fui tudo e em tudo fui tão pouco
Que te perdeste e te encontraste em mim sem o saberes

Mas agora tomo para mim o que me resta e parto de repente, sem aviso
Em busca de um novo mar que, sem medo, me acolha e me deixe apenas ser feliz

sábado, 26 de setembro de 2009

Fecho os olhos

És luz involuntária e absoluta que me invade e perfura cada poro até iluminar e desvendar todos os meus becos esconsos, escuros e escondidos em mim.
Fecho todas as portas, as janelas, corro os cortinados mais pesados, tapo cada ranhura, numa tentativa vã de não te deixar entrar. Quero preservar o meu lado escuro onde me posso fechar incólume e cultivar a indiferença de que preciso para sobreviver sem dor.
Mas mesmo sem quereres, tu alcanças-me e preenches todos os meus espaços, escancaras as minhas verdades em troca do teu imenso vazio, num jogo sem lei onde eu sei, sou sempre perdedora.
E é tal a tua luz que me faz transparente, trespassada por mil sóis que me cegam apesar de tão distantes. Mas eu sei que a tua luz ilumina mas não aquece. Tem brilho, mas não resplandece, fere, dói e faz chorar.
E eu fecho os olhos com força, não sei se para te impedir de me chegares, se para não te perder, impedindo-te de sair de vez de dentro de mim.

sábado, 19 de setembro de 2009

Estátua de sal

Estátua de sal
Resto de mar, azul e espuma
Perdida e esquecida na areia
Numa praia qualquer
Longe, ténue, hirta e fria
Gaivotas que voam
Tempo sem fim
Contam-se os dias
Cegos do sol
Surdos do vento
Sonhos apenas
Onda que a desfaz sem medo
De volta ao mar
De volta à vida

sábado, 12 de setembro de 2009

Chegaram as chuvas

Chegaram as chuvas. Fecha-se o tempo sobre o verão e sobre uma infância longínqua, algures perdida no tempo passado, planos feitos, alguns vividos outros sonhados, ainda esperados. Altura de nostalgia do que foi e podia ter sido, do verão e das despedidas, primeiro do mar rumo ao Douro e depois do Douro de volta a Lisboa, para um reencontro ou um recomeço da vida, na escola, com os amigos de sempre, mas ainda assim com a nostalgia da separação de algo amado, mesmo que para o reencontro ou a descoberta de um outro amor.
Passaram-se os anos sobre essa infância, ficaram as lembranças das imagens, da nostalgia dos sentimentos vividos, do cheiro das primeiras chuvas sobre a terra molhada que sempre me levam de volta a esse sentir.
Na vida como no verão, o fim trás nostalgia mas também esperança de recomeço, balanços feitos e planos que se constroem, sentimentos que se rompem ou se descobrem. Longe ou perto, passado ou futuro, mas nunca esquecendo que a vida é aqui e agora.

sábado, 5 de setembro de 2009

Por amor


Apenas por amor
Iluminei o sol, acendi estrelas e pintei o luar
Fiz nascer rios, conquistei montanhas e percorri florestas
Fiz da estrada um rumo, do vento uma rota e do mar um lar
Espelho de mim, de cada alegria ou de cada dor
Procurei o sorriso e o brilho de um olhar que o meu enchesse
Porque amar é sentir com dois corações no peito em vez de um só
Sem conseguir distinguir qual dos dois é o que nos pertence